Fisioterapia Pélvica na Coloproctologia

Olá a todas, primeiramente muito obrigada ao retorno de cada uma de vocês. É muito gratificante receber o carinho de vocês e perceber que a informação está sendo recebida e acolhida.
Isso faz com que cada vez mais eu tenha a certeza que estou no caminho certo: certo para informar, certo para auxiliar, certo para promover saúde, certo para acompanhar o resgate de suas identidades através da Fisioterapia Pélvica.
E por isso, nada mais justo que continuar firme na informação com o nosso terceiro post da série: Afinal, o que é Fisioterapia Pélvica? Onde terá como tema a Fisioterapia Pélvica na Coloproctologia.

Mas quando falamos em tratamento fisioterapêutico nas disfunções coloproctológicas, a principal ferramenta fisioterapêutica está em trabalhar com os músculos do assoalho pélvico. Primeiramente avaliando, para após isso proporcionar relaxamento e flexibilidade aos músculos tensionados ou força e resistência aos músculos que estão fracos levando a um  bom  funcionamento na evacuação.

  Na Urologia, vimos que as patologias giram em torno da fisiologia da micção: incontinência urinária (perda de urina), retenção urinária ( dificuldade em esvaziar a bexiga, como no caso das pessoas vão poucas vezes ao banheiro), bexiga hiperativa ( pessoa que vai muitas vezes ao banheiro), entre outras patologias. No caso da Coloproctologia, as patologias estão ligadas ao mal funcionamento da evacuação como no caso da Constipação e Incontinência Anal (dificuldade em eliminar ou reter o conteúdo retal respectivamente).

   
A Fisioterapia Pélvica só consegue ter sucesso no tratamento das patologias quando a causa exata do problema é detectada. Na Coloproctologia, é preciso descobrir se a falha está na percepção das fezes, no armazenamento delas ou na sua evacuação.
Quando a causa é na percepção das fezes, muito comum em pessoas que sofreram lesão medular por exemplo, é necessário estimular a região e propor uma rotina para que o paciente consiga retomar a sensação da hora de evacuar.
Já para os problemas no armazenamento ( ou incontinência, que são as perdas de gases ou fezes) o tratamento varia muito de acordo com cada caso, podendo ser cirúrgico ou fisioterapêutico.
Problemas na evacuação (constipação) são causados mais comumente por má alimentação aliadas a dificuldade de relaxamento dos músculos do assoalho pélvico.
Mas quando falamos em tratamento fisioterapêutico nas disfunções coloproctológicas, a principal ferramenta fisioterapêutica está em trabalhar com os músculos do assoalho pélvico. Primeiramente avaliando, para após isso proporcionar relaxamento e flexibilidade aos músculos tensionados ou força e resistência aos músculos que estão fracos levando a um  bom  funcionamento na evacuação.
Em consequência disso, proporcionamos ao indivíduo qualidade de vida pois estas patologias tem um impacto grande na vida pessoal, profissional e social de um ser humano.
Passeios são evitados ou restritos pois sempre precisa ter um banheiro por perto, viagens  longas sendo mal aproveitadas pela dificuldade de evacuação fora de casa, grandes e/ou pequenos esforços como segurar um bebê ou se manter independente são evitados pela possibilidade da perda dos gases ou fezes e assim uma patologia que em um primeiro momento se restringia apenas ao físico começa a tomar proporções em todas as áreas da vida da pessoa.
Para um tratamento eficaz é necessário não só tratar as questões físicas como questões comportamentais, pois como conseguimos perceber todas as áreas das nossas vidas se interligam.
Sabe aquela dificuldade de usar banheiro público?
Sabe aquela evacuação que foi adiada?
Sabe aquela má alimentação?
Sabe aquela falta de atividade física ou aquele nível de stress elevado?
Sabe aquele medo que domina as suas atitudes? Ou aquele ódio, rancor, mágoa que ainda não foi liberado?
Tudo isso pode comprometer a sua saúde de forma global, mas se materializar através de disfunções coloproctológicas.
Se conscientizar do que é melhor pra nós mesmas muitas vezes requer que crenças limitantes sejam rompidas, maus hábitos sejam revistos, dores sejam validadas e cuidados apareçam para uma grande faxina. Aquela que pode dar fim á um ciclo destrutivo e  início á um ciclo saudável fisicamente e emocionalmente.
É possível dizer sim a você?…se sim, procure a Fisioterapeuta Pélvica mais próxima!!!
Cuidar da sua saúde e um ato de amor próprio!

Escrito por Aline Vieira da Rocha

Fisioterapia Pélvica na Gestação

Olá pessoal, para quem está nos acompanhando sabe que estamos em uma série de quatro posts sobre as áreas de atuação da Fisioterapia Pélvica, uma forma em que encontrei para informar mais sobre a importância do meu trabalho.
No post anterior falamos sobre Fisioterapia Pélvica na Urologia, mas hoje irei falar sobre a Obstetrícia e qual o meu papel neste momento como profissional da saúde que deve e precisa participar da equipe multidisciplinar para juntos dar o suporte adequado a cada mulher que em um ato de coragem, sendo ele programado ou não, decidiu gerar um filho.

Lembrem-se, que está atrás daquela barriga pode ter alguém que não  desejou a gestação, pode ter alguém que não está feliz em gestar independente do motivo, pode ter alguém solitário, assim como ter alguém feliz e com toda a estrutura em que uma gestante precisa ter.Então, se você já gestou lembre-se que ela não é você e a gestação dela não é a sua, e se você não gestou lembre-se que a vida é dela e não a sua.

  A Fisioterapia Pélvica atua no Pré- natal, durante o parto e no pós parto ou puerpério. No pré-natal é o momento onde o corpo da mulher é preparado, tanto para passar uma gestação tranquila quanto para ter condições físicas de ter um parto tranquilo também.

   
Muitas são as queixas durante a gestação: dores na lombar, inchaço nas pernas, perdas urinárias, sensibilidade nas mamas, constipação, dores pélvicas, falta de ar,insônia, fora as questões emocionais: medo, insegurança, ansiedade, alegria, tristeza, raiva, exaustão, cansaço..muito cansaço.Poderia falar horas sobre como cada uma de nós muitas vezes contribui para que cada mulher que está tendo o seu corpo mudado DIARIAMENTE, e não é só jeito de falar é fisiologicamente falando, precisa muitas vezes aturar pressão das pessoas que não sabem o mínimo que está acontecendo com elas e que muitas vezes nem sequer perguntou como ela está,  só se ateve apenas a perguntar do bebê.
Lembrem-se, que está atrás daquela barriga pode ter alguém que não  desejou a gestação, pode ter alguém que não está feliz em gestar independente do motivo, pode ter alguém solitário, assim como ter alguém feliz e com toda a estrutura em que uma gestante precisa ter.Então, se você já gestou lembre-se que ela não é você e a gestação dela não é a sua, e se você não gestou lembre-se que a vida é dela e não a sua.
E para você que é gestante, se respeite e defina os seus limites.Só você tem a sua história, só você está sentindo, só você está vivendo esta gestação:CUIDE DE VOCÊS!!!
Desabafos a parte, a Fisioterapia Pélvica tem como principal objetivo proporcionar qualidade de gestação para uma mulher, proporcionando por consequência um desenvolvimento mais saudável para este bebê.Mas é ela também que é responsável por preparar o corpo da futura mamãe para que ela tenha condições físicas de ter um parto muito tranquilo.
Se no trabalho de parto houve condições físicas maternas e fetais de um parto vaginal, meu papel como fisioterapeuta é aliviar a dor do trabalho de parto, facilitar o encaixe do bebê e lembrar da consciência corporal e pélvica que foi adquirido durante toda a gestação para o momento expulsivo do parto.
Caso tenha tido um parto cesárea, meu papel como fisioterapeuta se adapta, meu olhar agora é para esta mulher que acabou de ter um bebê e pode estar com queixas físicas ,e é justamente nelas em que vou atuar podendo ser queixas de constipação, dor ao evacuar, dor ao urinar, dor nas costas, dores pélvicas e através de várias técnicas proporcionar um puerpério imediato mais tranquilo ( o mesmo acontece no puerpério imediato de partos vaginais).
E após isso, eu fico a disposição no puerpério para caso essas queixas tenham se estendido ou outras queixas tenham aparecido para continuar proporcionando qualidade de vida até o momento em que elas fisicamente passam da fase de adaptação e conseguem usufruir de tudo o que este novo tem para lhes proporcionar.
Mas lembre-se que toda situação nova assusta e como o próprio nome diz é nova,então ninguém sabe lidar ainda. Por isso, não esqueça:
Dê apenas um passo de cada vez!E seja gentil com você.
Até o próximo encontro!

Escrito por Aline Vieira da Rocha

Mas afinal,o que é Fisioterapia Pélvica?

Olá a todos que continuam na nossa jornada em busca de uma sexualidade saudável!!!!
Para quem não ficou sabendo,semana passada teve live no insta do blog( me acompanha lá também,é só seguir @papoindiscreto), sobre Fisioterapia Pélvica.Por isso, resolvi falar por aqui um pouquinho sobre o mesmo assunto.
O que é Fisioterapia Pélvica?
Muitos de vocês já devem ter ouvido falar em Fisioterapia Urológica ou Uro-ginecológica, ou pelo menos ouvido falar que a tem que fazer Fisioterapia para Incontinência Urinária.

É  através da Fisioterapia Pélvica que conseguimos detectar se seus músculos estão hiperativos e por isso você tem perda de urina, ou detectar que falta a co-contração, reflexo importante para proteção do assoalho pélvico e quando ausente pode ser motivo da sua perda de urina.

Então, Fisioterapia Pélvica é um pouco mais do que isso, tratamos desordens não só urológicas mas também proctológicas, sexuais e gestacionais porém diferente da Fisioterapia Uro-ginecológica onde o tratamento é direcionado as mulheres, atendemos homens ( urologia, proctologia e sexual), mulheres ( urologia, proctologia, sexual e gestação) e crianças ( urologia e proctologia).
Para ficar mais claro para vocês como que uma ou um Fisioterapeuta Pélvico pode auxiliar vocês, vou explicar cada área da nossa atuação.

Na parte da Urologia tratamos as desordens músculo- esqueléticas envolvidas com a micção. Então se você perde urina aos esforços sejam eles pequenos ou grandes,se você vais poucas vezes ao banheiro ou se vai muitas vezes ao banheiro:você precisa passar por uma avaliação da(o) Urologista e do(a) Fisioterapeuta Pélvico(a).
Mas como que uma Fisioterapeuta Pélvica pode auxiliar nestas disfunções?
Todo fisioterapeuta trata músculos que de alguma forma estejam trabalhando de forma disfuncional, no assoalho pélvico, que é um conjunto de músculos e ligamentos, localizado entre o púbis e o cóccix responsáveis por sustentar as vísceras( bexiga, útero e reto) não é diferente.
É  através da Fisioterapia Pélvica que conseguimos detectar se seus músculos estão hiperativos e por isso você tem perda de urina, ou detectar que falta a co-contração, reflexo importante para proteção do assoalho pélvico e quando ausente pode ser motivo da sua perda de urina.
E na Fisioterapia Pélvica também que conseguimos fazer um diário miccional, avaliação que detecta se você ingere pouco líquido, muito líquido, líquidos não saudáveis, líquidos saudáveis e a que hora você toma, e com isso entender porque você vai poucas vezes ao banheiro.
E por último, conseguimos enxergar quando a sua ansiedade, o seu medo ou a crise que você está passando pode estar contribuindo para o seu diagnóstico de bexiga hiperativa, por exemplo.
No caso das crianças conseguimos auxiliar nos desfralde, momento as vezes muito difícil para os pais e que as vezes falta informação, perda de urina pela noite ou constipação.Nestes casos usa-se muita terapia comportamental, pois grande partes das causas dessas queixas são de fundo emocional, e tratamento físico não invasivo.
Como podem perceber são muitas as formas em um(a) Fisioterapeuta Pélvico(a) pode auxiliar.
Hoje me restringirei a parte de Urologia, mas ao longos dos posts irei explicando as outras áreas de atuação da Fisioterapia Pélvica.
Se ficou alguma dúvida ou tem alguma curiosidade sobre o assunto, entre em contato comigo por e-mail ( entra na aba do contato) ou pelo insta @papoindiscreto que terei o maio prazer em te ajudar.
Até o próximo encontro!

Escrito por Aline Vieira da Rocha

Flor de Lótus

Era uma vez uma doce,meiga e linda Flor de Lótus.
Quanta beleza!!! Quanta doçura!! Quanta delicadeza!!Quanto amor ao próximo!!!
Valor digno de uma flor.
Mas….esta linda,doce e meiga Flor de Lótus ainda não sabia o seu real valor.
Quando nos encontramos,vivia como um cactus, armadura que precisou vestir durante boa parte de sua vida.

E com toda essa bagagem emocional descobriu que era possível viver diferente de tudo o que já tinham lhe ensinado e de tudo que já tinha vivido.

Sempre pronta para uma batalha,uma guerra ou para resolver o mais simples dos problemas.Sempre salvando a todos:seu maior e melhor papel.
Como ela salvou por amor!!! Como ela sofreu por amor!!
Um amor confuso,abusivo mas era o que ela sabia de amor.

Depois de mais de 15 anos com a armadura, percebeu que a mesma que por muito tempo ajudou a proteger ela de muitos e dela mesma,agora impedia que sua alma fosse nutrida.Estava anestesiada:não sentia e nem vivia, apenas sobrevivia.
Chegou no seu limite!!!
Decidiu olhar e validar por cada situação que viveu.
Validou  uma distorção de prazer que existia!Descobriu o prazer na vida
Validou abusos!!!Descobriu a liberdade e a sanidade
Validou o amor confuso que recebeu!!!Honrou o que recebeu e descobriu o amor saudável
E com toda essa bagagem emocional descobriu que era possível viver diferente de tudo o que já tinham lhe ensinado e de tudo que já tinha vivido.
Já não precisava mais da armadura!!!
Hoje descobriu que é capaz de amar de forma sincera,gentil, livre e recíproca,reflexo do amor que ela sente por ela mesma.
Hoje não precisa mais se abusar,pode e sabe dizer SIM ou NÃO e assim se proteger sem precisar mais  da armadura.
Agora a proteção dela está dentro dela,na alma dela..sempre esteve na realidade mas como tudo tem seu tempo,chegou a sua hora Flor de Lótus.
A hora de dizer SIM  para esta vida bem normal,saudável e possível que tanto sua alma buscou certa de que aonde quer que você esteja ou com  quem  você esteja nunca estará desprotegida ou sozinha.Você tem a pessoa mais importante da sua vida para lhe ajudar:VOCÊ MESMA.
É você que vai adubar o terreno da sua alma,que vai hidratar seu coração e nutrir seu corpo e mente para florir cada dia mais.
Ah,Flor de Lótus que honra poder acompanhar sua história,ajudar nesta jornada e aprender com cada passo dado.
O que te desejo?
Que você continue sendo você mesma!!!

Escrito por Aline Vieira da Rocha

O desejo que tenho por mim

Olá a todos que estão me acompanhando e estão nesta jornada por uma sexualidade mais saudável.
Falei um pouco no insta (@papoindiscreto,me acompanha lá também) sobre a base uma boa relação sexual a dois e a partir de hoje vamos explorar alguns aspectos mais profundos que interferem diretamente na sexualidade.

Com prazer em sermos nós mesmas vamos saber o que desejamos para as nossas vidas.Pode ser que no começo só conseguimos identificar o que não gostamos,mas saibam que é um grande passo em busca de nós mesmas.

O primeiro aspecto a ser explorado é a relação que temos com nós mesmas e com a vida.
É muito comum encontrar entre nós mulheres casos de disfunções sexuais:dificuldade em desejar o ato sexual,dificuldade de relaxar no ato sexual,diminuição de lubrificação,dificuldade ou ausência de orgasmo.
Mas como tudo isso pode ter a ver com a nossa vida???Como isso está relacionado a forma como eu me vejo???

Depois de muito  atender e ouvir as mulheres percebi que muitas das mulheres que não gostavam de sexo ou não se interessavam por sexo eram as mesmas mulheres que tinham dificuldade em  ter prazer na vida e consigo( hoje não vou me aprofundar nos casos de abuso,pois falaremos um dia só sobre abuso x sexo).
Prazer em passar o dia em uma livraria lendo um bom livro e degustando um  delicioso chá,prazer em dançar a noite toda,prazer em caminhar,prazer em dar boas risadas,prazer em ir ao cinema,prazer em dirigir,prazer em ficar sozinha,prazer em fazer uma arte marcial,prazer em correr,prazer em não fazer nada,prazer em aprender algo novo para continuar na roda viva do prazer pela vida.
Não precisamos deixar nossas famílias e trabalhos de lado,apenas não podemos esquecer da pessoa mais importante das nossas vidas:nós mesmas!!!
Com prazer em sermos nós mesmas vamos saber o que desejamos para as nossas vidas.Pode ser que no começo só conseguimos identificar o que não gostamos,mas saibam que é um grande passo em busca de nós mesmas.
Dê o primeiro passo e pare de viver no automático,pare de completar uma check list,pare de viver dias ausentes de você mesma..PARE!!!
Pare e ouça seu corpo,ele dói??Você tem fome??Sede???Cansaço???Dor de cabeça??
Quantas de nós ultrapassa os limites do nosso próprio corpo.Respeite o seu corpo!!!
A sua alma dói?Guarda mágoas??Luto?Tristeza? Não tem mais prazer na vida???
Ouça a voz da sua alma e veja o que ela pede.Seja gentil com você mesma e respeite o ritmo dela.
Chore as lágrimas trancadas,grite a raiva contida,fale o que você sente,ouça o que você sente.Não negligencie seus sentimentos.
Dando um pequeno e singelo passo de cada vez você terá a oportunidade de voltar a se relacionar e ter prazer consigo mesma.
Não consegue sozinha?Peça ajuda!!!!
Só não permita que continues morrendo durante a sua vida.
Tem muitos outros fatores envolvidos no sexo,mas para hoje vamos ficar com o desejo:a primeira fase do sexo.
O que você deseja? O que você gosta? O que você não gosta? O que precisa renascer dentro de você? O que precisa ser enterrado?
Em amor a você,faça!!!

Escrito por Aline Vieira da Rocha

As quatro etapas do ato sexual: o que você sabe sobre elas?

Olá! Mais um dia de texto técnico! Como dito no nosso texto anterior, hoje vamos falar um pouco sobre o ato sexual em si. Há muito tempo o ato sexual tem sido objeto de estudo. Diversas áreas da ciência e a própria evolução da sociedade contribuíram para a  construção e compreensão do pensamento a respeito de alguns pontos envolvidos nessa experiência.

Pode-se ter uma excelente qualidade de sexo (satisfação sexual) mesmo sem orgasmo – de ambos os lados -, como também se pode chegar a um orgasmo sem um sexo que seja revigorante.

Restou comprovado que homens e mulheres possuem respostas distintas no ato sexual. No texto de hoje, vamos nos aprofundar somente na sexualidade FEMININA. Atualmente, concebe-se que a sexualidade feminina passa por quatro etapas, em um modelo denominado circular. Essas etapas consistem em: 1. Desejo; 2. Excitação (lubrificação); 3. Satisfação; e 4. Resolução.

A primeira fase está ligada à intimidade emocional do casal, bem estar individual, tanto da mulher quanto do parceiro. O desejo é revestido de questões profundas, que serão revisitadas em um texto próprio.
Em seguida, vem a fase da lubrificação ou excitação, que é a resposta física do corpo ao desejo sexual. Quando o desejo chega ao cérebro, este envia comandos sensoriais ao corpo, através de um conjunto de sensações: lubrificação, taquicardia, aumento de temperatura, entre outros, preparando o corpo para a próxima fase.
A terceira fase é a satisfação sexual, que é quando o prazer é atingido, como o próprio nome leva a crer. Vale esclarecer que satisfação sexual não se exaure no orgasmo. Criou-se um tabu, onde a satisfação somente é encarada como orgasmo. O orgasmo é sim uma forma de satisfação sexual, mas não é a única. Pode-se ter uma excelente qualidade de sexo (satisfação sexual) mesmo sem orgasmo – de ambos os lados -, como também se pode chegar a um orgasmo sem um sexo que seja revigorante.
Ah, não estamos falando aqui a inexistência de orgasmo é normal. O que estamos dizendo é que nem sempre o sexo precisa ser acompanhado do orgasmo. A satisfação sexual, pode surgir, simplesmente, da satisfação de uma boa relação com o parceiro. Uma relação saudável ocorre quando há prazer, independentemente da existência de orgasmo. A satisfação é, portanto, ter prazer ao final do ato sexual. Sentir-se bem. É, pois, a conclusão física após todo o envolvimento gerado pelo sexo.
Resolução, por fim, é fase de descanso, onde o corpo começa a voltar ao normal, após todo o estímulo e dá início ao movimento de repouso. Geralmente (não é uma regra), enquanto às mulheres preferem um acolhimento maior, através de uma conversa ou uma demonstração pura de afeto, os homens se distanciam. Por isso, a necessidade de um diálogo constante, onde cada um tenha ciência das preferências e necessidades de um e de outro.
Ademais, o conhecimento desse ciclo é extremamente importante, pois propicia justamente esse entendimento do outro, um acolhimento e possibilidade de poder expor nossos sentimentos aos nossos parceiros e auxilia na prática da empatia – colocar-se no lugar do outro. O conhecimento dessas fases tende a aumentar a conexão entre corpo e mente, solidificando e trazendo um prazer verdadeiro e duradouro à relação.
Quanto mais ficamos atentos à nossa relação, mais qualidade e quantidade se terá. O corpo cria uma memória afetiva positiva do ato e tenderá a querer novamente, completando o ciclo do ato sexual.
Ficou com alguma dúvida? Nos esforçamos muito para trazer a informação técnica ao alcance e entendimento de todos os nossos leitores. No entanto, caso você tenha alguma dúvida ou algo a compartilhar sobre isso, por favor nos escreva!

Escrito por Aline Vieira da Rocha

A DOR QUE SINTO NÃO É SÓ MINHA

Uma grande preocupação estava enraizada sob toda aquela dor: dar prazer ao companheiro. Sentia-se incapaz, como mulher, de satisfazer aos anseios do homem a quem se entregara. Logo ela, que havia se guardado por tanto tempo ao seu grande amor.

Muitas vezes, quando nos damos conta de algo não está de acordo com aquilo que idealizamos, parece que o nosso corpo sinaliza, como uma resposta natural ao contexto que nos rodeia: nossas inquietações e preocupações.

Foi descobrindo, através de perguntas tímidas e camufladas, se aquilo era normal; descobriu que não. Descobriu também, que a sua dor tinha não era só sua, não era uma apenas uma resposta à alguma disfunção física do corpo. A sua dor era uma reposta da sua preocupação.

Estabelecer esse elo a sensibilizou demais. Entender que a sua preocupação aliada à suposta ausência de prazer do outro eram as principais causas da dor no ato de fazer amor, frearam a sua busca de respostas.
Muitas vezes, quando nos damos conta de algo não está de acordo com aquilo que idealizamos, parece que o nosso corpo sinaliza, como uma resposta natural ao contexto que nos rodeia: nossas inquietações e preocupações.
É inegável, no entanto, que somente a partir desses momentos de “crise” é que damos início a um novo movimento e saímos timidamente do modo automático de vida, como bem falamos lá no primeiro texto. Esse processo pode trazer inquietações, físicas e mentais, que repercutindo diretamente nos nossos momentos de prazer, inclusive sexuais.
É, pois, um processo individual e vagaroso. Begônia, que é a flor ligada à cordialidade, timidez e lealdade no amor, barrou sua busca momentaneamente. Quando se trata uma disfunção sexual (como por exemplo a dor durante o sexo), acolhem-se (principalmente) as emoções envolvidas. Embora os elos entre os nossos sentimentos e atos sejam essenciais para o alcance do verdadeiro prazer, a busca por respostas deve respeitar nossos limites e ritmo de conhecimento. Em outro momento, Begônia sentirá novamente o corpo demonstrando a necessidade na busca de respostas às perguntas que insiste formular.
Sobre begônia: os limites individuais devem estar de acordo com os da conjugalidade. No entanto, isso só é possível, quando compreendemos nossos próprios limites (tema do texto anterior).

Escrito por Aline Vieira da Rocha e Joana Verani

EMOÇÃO X TESÃO: Porque é tão importante (in)formar-se.

Quando o assunto é ligado a sexualidade, nossa fala (quando existe) nunca é pura e simples. Há, inevitavelmente, um sentimento por trás, um receio pela exposição de um assunto tão mistificado e, porque não, lotado de muito preconceito de nós mesmos.

Antes, a virgindade, principalmente para o casamento, recebia uma veneração de maneira ampla e irrestrita.

Em parte, pode-se dizer que esse afastamento de uma fala natural com do sexo possui explicação quando nos atentamos para o decorrer histórico-evolutivo da sociedade. Desde a mais remota idade, a sexualidade humana é cercada de mitos, crenças e tabus; o seu tratamento, sua aceitação e concepção variam, portanto, conforme uma série de variáveis como o contexto social, religião, etc.

Assim, todo esse arcabouço histórico está enraizado no nosso subconsciente, bem como no meio em que estamos inseridos. Nossa criação, nossa geração, nossos pais e amigos alimentam algumas verdades dentro de nós, quem nem sempre são nossas. Vamos citar, somente a título de exemplo – na tentativa de ilustrar esse movimento -, um dos pontos mais importantes da vida de uma mulher: a virgindade.
Antes, a virgindade, principalmente para o casamento, recebia uma veneração de maneira ampla e irrestrita. A mulher obrigatoriamente precisava casar-se virgem para ser considerada respeitável. Aos poucos, com a mudança gradual do pensamento da sociedade, com os espaços que a mulher foi conquistando, esse pensamento passou a ser descontruído.
No entanto, por mais que se tenha conquistado um respeito em relação àquelas que  romperam com essa linha de pensamento, é raro não encontrar essa insegurança, esse medo gigantesco quando no momento da primeira relação sexual. O medo do preconceito após a tomada dessa decisão (e não apenas nesse exemplo, é claro) é o que nos paralisa.
Isso, em parte, ocorre pela falta de informação amorosa e aberta sobre o tema. Mais do que ter acesso à conteúdos puramente mecânicos como camisinha, doenças e gravidez, o acolhimento e entendimento sobre a sexualidade, de forma geral, tem vital importância para uma tomada de decisão livre, responsável e consciente.
Fato é que, em qualquer circustância da vida, quando temos acesso à informações onde, mais do que julgamentos, recebemos e nos proporcionamos troca de experiências e acolhimento, nossas decisões passam por uma reflexão; reforçam nossas certezas e nos tornam mais seguras de quem realmente somos.
E não é demais lembrar que esse acolhimento não tem barreiras de idade, de fase da vida ou qualquer outro limitante. Aplica-se a qualquer tomada de decisão relacionada a sexualidade (ou não). Como falado no primeiro texto (se não leu, clica aqui!), o prazer sexual está intimamente ligado ao nosso bem estar como pessoas, ao nosso amor próprio, a nossa consciência sobre nós mesmos, a aceitação e conhecimento de quem somos e das nossas origens.
Nosso objetivo principal com esse compartilhamento de informações é que, a partir dos nossos papos e exposições, nossas escolhas passem a ser realmente nossas, passem a ser conscientes e reflexivas. Por óbvio que isso não significa um rompimento com o então seguido por nós; bem longe disso, aliás. O respeito ao nosso “eu do passado” e às nossas escolhas fazem parte desse processo do ser “simplesmente nós mesmos” (Leia: Sobre a flor que também é Rocha). É, inclusive, um exercício de gratidão; afinal, foram essas escolhas, foram os nossos caminhos até então percorridos, que nos trouxeram à pessoa que somos HOJE.
O que se propõe, é que através da amplitude de conhecimento, nós possamos ter uma consciência crítica e responsável sobre nossas escolhas. Se optamos por um caminho, que saibamos o quê, como, quando e porquê dessa opção. Que esse caminho seja pleno, com amor e reflexão de escolha, tornando-a prazerosa. Que saibamos identificar, trazendo atenção para dentro, para nossas raízes e nossas flores, o que nos torna nós mesmos e o que queremos a partir disso; se queremos mudar o nosso rumo ou seguir da forma que está. Essa escolha só será efetivamente verdadeira, genuinamento livre, se soubermos o que nos conduziu até ela.
Sim, é uma conversa densa. Aos poucos, vamos nos aprofundado sobre esse tema e refletindo sobre a importância e as consequências que uma informação acolhedora traz à nossa vida. No nosso próximo papo,  passamos a adentrar no entendimento do ato sexual: suas fases e ligações. Daí então, começaremos a sentir como essa consciência vinda da informação, abordada no texto de hoje, repercute de forma direta no ato sexual em si.
Até lá!
Texto escrito e revisado por Aline Vieira da Rocha e Joana Verani.

Escrito por Aline Vieira da Rocha e Joana Verani

Sobre a Flor que também é Rocha

Em 2014 eu me casei e, durante dois anos e meio, sustentei os sonhos do meu casamento. Ainda que minhas expectativas fossem todas em sentido diverso, nós nos divorciamos. Sim, divorciamos. E não é só uma palavra de peso não: é um status de peso.

Vislumbrei, quase que numa epifania, como a nossa visão está distorcida sobre esse tema e me dei conta do meu propósito: disseminar esse tema como profissional capacitada e como MULHER que também carrega sua história.

É um momento de lidar com as questões a nossa volta, mas principalmente com as questões dentro de nós mesmas. O meu di-vór-cio, com todas as suas letras e fonemas, foi também um convite (nada sutil) para que eu entrasse em contato com aquele novo ser humano que olhava para mim no espelho: Eu. Mais precisamente a “nova e sozinha eu”.

A partir desse olhar para o próprio reflexo, a “nova e sozinha eu” vislumbrou que a aquela outra “antiga e acompanhada eu”, que sorria vez ou outra em fotos, vivia um relacionamento abusivo; precisava de mais amor; e talvez de algo a mais no trabalho. Comecei pelo último.
A vida tem dessas coisas. Um pequeno toque no leme, um vento que sopra diferente e lá se vai a nossa embarcação para um rumo completamente diferente. Eu, que já trabalhava com gestantes e como instrutora de pilates, fui em busca de uma especialização. Encontrei a fisioterapia pélvica. Já no primeiro módulo (e nada acontece à toa) o tópico discutido foi de sexualidade feminina. Pronto. Eu já tinha encontrado meu algo a mais.
Isso porque quando a gente fala sobre sexualidade feminina, falamos de muitos tabus, moralidade, sonhos, vontades, corpo e cabeça. Vislumbrei, quase que numa epifania, como a nossa visão está distorcida sobre esse tema e me dei conta do meu propósito: disseminar esse tema como profissional capacitada e como MULHER que também carrega sua história.
Aliás, o mais bonito desse processo foi justamente perceber o quanto a minha própria história me auxilia nessa nova empreitada todos os dias. As dores do meu relacionamento e do divórcio trouxeram a empatia, o esclarecimento e a vontade de ouvir e solidarizar. Hoje eu já não sou mais a “nova”, mas sim a reunião da minha história; hoje eu finalmente sou Aline Vieira da Rocha.
Trouxe para vocês o meu relato particular, para inaugurar o nosso espaço de compartilhamento de histórias. Caso você se identifique e queira compartilhar, escreva também! Nesse espaço, principalmente, o dividir se transforma em multiplicar. Sua identidade será preservada (se assim o desejar).

Escrito por Aline Vieira da Rocha