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Uma nova identidade

Entra ano e vai ano e as promessas são as mesmas: vou começar uma dieta, vou começar a fazer exercícios físico, vou engravidar, vou trabalhar menos ou quem sabe não é a hora de largar tudo e fazer um mochilão?

Não da um mês e muitos de nós entra na rotina automatizada.

Sabe aquela sem nenhum prazer, sem cor, sem vida? Aquela rotina que todos os amigos já conhecem de tanto que ouvem reclamando e não fazendo absolutamente nada pra mudar.

Essa mesma!

Chega uma hora que enche o saco sempre se ouvir e ser ouvido dessa forma. O que começou com um trabalho ruim, se transformou em uma vida azeda e em um piscar de olhos viramos a hiena Hardy dizendo: ” Ó vida, ó azar!”

Que chato!!

Que bom que ficou tudo tão chato, tudo tão sem graça, tudo tão morno: agora é tudo ou nada. A mudança é inevitável, pois esperar piorar é um preço muito alto e um gosto muito amargo.

Foi dada a largada: o Muay Thay mostrou a falta de força. Opa, preciso do Pilates. Mas não dá malhar e ficar comendo porcaria: vamos para a nutri.

As receitas da nutri são maravilhosas, acho que vou começar a escolher melhor o que eu como durante a semana. Nossa, que economia.

Pensando bem, ta na hora de investir, os 40 anos estão batendo na porta e eu preciso cuidar do meu futuro.

“De repente” cai no seu colo a oportunidade de uma GRANDE mudança:aquela dos sonhos. Mudar de emprego, um casamento, uma viagem, a compra de um apto ou um filho quem sabe.

Isso quando não vem tudo junto!

E com a mesma mudança vem o stress, a irritação, a dor de cabeça, a gastrite, a insonia. DO NADA!

Tipo um susto! E entramos em um circulo vicioso: não da, é coisa da minha cabeça, eu não consigo, que besteira, até parece.

kkkkkkk

Calma, foi tanto tempo desfrutando dos detalhes da vida que não deu para perceber que houve AMADURECIMENTO.

NÃOOOO!!”

Sim, aceita que você já não é mais a mesma pessoa e tem condições de mudar de forma madura, organizada e planejada. Longe de ser aquela jovem impulsiva que gritava: eu quero, eu vou.

Agora você constrói, você se conecta, você seleciona, você investe, você se machuca menos. Bem aventurados os terapeutizados e carecas.

E não é que agora é que realmente você está no centro da sua vida.

Que orgulho!

Então deixa de teimosia e aceita que você se tornou uma linda MULHER.

Você só saiu da zona de conforto, kkkk

Aline Vieira da Rocha

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Honrar dói!

É chegado o momento de decidir pela vida adulta!Mas afinal o que é ser adulta?

Ser adulta é muito mais do que trabalhar e pagar boletos.

É entender que você tem a opção de servir as pessoas com o seu trabalho e deixar um legado. Você pode achar clichê essa minha fala ou achar que não faz diferença alguma você olhar dessa forma, eu escolhi ter uma motivação diária para acordar sete dias na semana por trinta anos e fazer valer a pena cada dia da minha valiosa vida. São escolhas!
É entender que dinheiro não compra tudo, ele te proporciona experiências de vida. É através do dinheiro bem administrado ( definitivamente não da para viver pensando só no hoje) que você vai ter acesso a mais conhecimento, cultura, gastronomia, música, saúde ( mental e física) para se tornar um ser humano melhor. De nada adianta acumular tudo isso se você não praticar com o seu próximo,é preciso viver o autoconhecimento.
É entende que amar é um ato diário de liberdade.
Poderia passar horas aqui falando das inúmeras varáveis de uma vida adulta, mas antes de ela começar é preciso escolher ser adulta.

Mas afinal o que é ser adulta?


Muitos diriam é ser livre, é não dar satisfação a ninguém, é fazer o que quiser ( eu já pensei desta forma). Hoje eu diria que ser adulta é escolher diariamente se amar.

  1. É ir na academia porque você se ama o suficiente para querer você bem, seja mais bonita ou mais saudável.
  2. É escolher a melhor comida para você ter uma mente mais saudável, uma noite mais tranquila e um corpo mais disposto.
  3. É escolher com quem você divide a sua vida, sejam amigos ou companheiros. E não estou falando daqueles que estão sempre para um festa, estes são ótimos também, estou falando daqueles que estão disponíveis a estar contigo independente da situação.
  4. É fazer terapia porque se sabe o valor da saúde mental.
  5. É curtir a sua companhia e não se privar de um bom momento por falta de companhia.

É tanta coisa…
Mas lembra que eu falei que amar é um ato de liberdade, pois é, mas também é um ato de responsabilidade.
Não devemos satisfação pra ninguém: certo! Mas também ninguém te lembra de nada!
Ir a academia é escolha!
Comer bem é uma escolha!
Escolher suas companhias é uma escolha…

Se amar é uma escolha e as únicas pessoas com condições de escolher são os adultos, ou você já viu alguma criança decidir algo sensato? Elas precisam de suporte para um dia também serem livres e responsáveis por si.
O que eu desejo a você é o que eu desejo a mim, que eu honre todo o suporte que eu recebi dos meus pais e escolha diariamente me amar pois só assim terei vida.

Escrito por Aline Vieira da Rocha em construção…

É possível errar?

Errar é humano: quantas vezes ouvimos essa frase? Com certeza muitas vezes, nem que seja apenas pelo ditado já automático nas nossas bocas. Mas quantas vezes você se permitiu viver esta frase?

Talvez se eu contasse uma história minha com um contexto igual ao seu, você poderia me dizer coisas lindas por empatia a minha dor ou ao meu erro. E para minha alegria, você seria uma benção em meio aos meus auto julgamentos e me ajudaria a ter mais discernimento. Esclarecendo pra mim a minha real situação: a de uma humana. Sairia olhando a vida de forma mais amorosa e podendo ser grata a tudo, inclusive pela sua vida, propagando mais amor por tudo e por todos.
Iria trabalhar melhor, cuidar mais de mim, ter mais intimidade com Deus por um simples ato de amor que você teve por mim ( pelo menos as oportunidades eu teria). Mas você não!

  • Você não merece ser amada!!
  • Você não merece ser perdoada!!
  • Você não merece seguir em frente!
  • Você não merece ser imperfeita!
  • Você não merece viver bem!!

É isso que você pensa de você quando não se permite errar.
Deixa eu te dizer uma coisa, errar faz parte do seu processo de crescimento e machuca apenas um lugar da sua identidade: o EGO. Orgulho feriado que se diz. Quando se opta em alimentar a idéia de uma vida perfeita se da as costas para a vida e ficamos abraçados com a morte: isso mesmo, ninguém que vive é perfeito!

Você tem inúmeras características que juntas te definem, olhe para cada uma delas com gentileza:
ah, mas eu sou teimosa! Que bom, pode ser uma mulher persistente se você quiser
ah, mas eu falo demais! Que bom, pode ser uma ótima conselheira se você quiser
ah, mas eu penso demais! Que bom, pode ser uma pessoa organizada e prevenida se você quiser.
ah, mas eu sou muito intensa! Que bom, vai pode aproveitar todas as oportunidades da sua vida se você quiser.
ah, mas sou muito tímida! Que bom, pode ser uma ótima ouvinte se você quiser.
ah, mas sou muito envergonhada! Que bom, pode ser uma ótima observadora se você quiser.

Ah, mas eu reclamo demais!!

E aí chegamos no ponto que não tem mais saída, nas realidade não é que não tem mais saída é que não aceitamos quem somos e escolhemos reclamar e continuar alimentando nossa frustração, nosso orgulho, nossos medos…
Todos nós temos medos, inseguranças e falhas mas com um pitada de alma para se amar como se é e de intuição para se dar passos mais assertivos temos tudo o que precisamos para um bom caminho de aprendizado.

Mas aonde você estava quando você estava quando errou?

Como você estava quando errou? Podia estar apenas distante de você mesma.
Lembra do que você faria por mim se tivesse no seu lugar?Faça a mesma coisa por você: seja gentil!
Isso é uma linda prova de amor por você.

Escrito por Aline Vieira da Rocha

É preciso escolher!

Nem sempre o que vimos e/ou ouvimos sobre a vida dos outros, sobre o jardim do vizinho nas redes sociais e até mesmo pessoalmente é sua total verdade. Em meio a tantos estímulos de mulheres perfeitas, profissionais perfeitas, mães perfeitas, ficamos muitas vezes nos questionando: será que só eu que não sou perfeita?

Será que só eu que erro?
Será que sou só eu que não estou feliz o tempo todo?
Será que só eu não sou totalmente feliz?
Será que só eu que não tenho filhos?
Será que só eu não casei ainda?
Será que só eu não tenho sucesso?

Ficamos tanto tempo olhando para o outro e muitas vezes desejando a vida do outro que nos afastamos de nós mesmas.

É necessário parar: parar de se comparar, de se criticar, de se diminuir e depositar no outro tudo o que não enxergamos de belo em nós mesmos.
É necessário ouvir a voz que vem do nosso coração e ser preenchida pela paz da nossa verdade: a verdade de quem nós somos!

De que cada uma de nós é unica!
De cada uma de nós é amada!
De cada uma de nós é linda!
De cada uma de nós tem um valor imensurável!
De cada uma de nós é capaz!
De cada uma de nós tem a oportunidade de fazer diferença na vida das pessoas apenas sendo nós mesmas e fazendo disso um propósito.

Mas, muitas vezes seguir em frente da medo: medo de olhar pra si, medo do novo, medo do que não se pode controlar, e para isso precisamos começar aceitando que não temos controle. Queremos nos enganar acreditando que somos como Deus que tem controle sobre todas as coisas e com isso mais uma vez deixamos de viver as nossas vidas olhando para feridas que já estão curadas e cicatrizadas como cadáveres em decomposição esperando pelo enterro.
As suas feridas fazem parte da história e mostram o como você chegou até aqui mas elas não te definem.

Chegou a hora de com muita gratidão e amor encerrar este ciclo e encontrar as suas respostas no seguir, até porque só se consegue superar o que se permite acontecer.
Eu escolho seguir, e você vem comigo?

Escrito por Aline Vieira da Rocha

Recomeçar

São muitas as vezes em que precisamos recomeçar assim como são inúmeras as vezes que resistimos o RECOMEÇAR!

Recomeçar requer que cada uma de nós deixe para trás e libere perdão para o que muitas vezes foi a maior ou uma das maiores da sua vida. São muitos os momentos de raiva, ódio, frustração, questionamento e isolamento, porque nessas horas nenhum conselho serve : vai passar!!!! Deus tem um propósito na sua vida!! Foi livramento!
Que merda!!

Ninguém quer ouvir isso. Queremos apenas sentir a merda da dor porque não conseguimos nem lidar direito com isso: dias sem uma alimentação decente, noites em claro, litros de choro e um enorme questionamento: PORQUE COMIGO?

E ao longo dos dias a raiva vai dando lugar a irritabilidade, acrescida a uma leve indiferença, até que chega o perdão e o amor. Independente do tempo, é possível perdoar e se perdoar.
E aí, tudo faz sentido!!
No meu caso foi um livramento!! O que ficou depois de tudo isso? Gratidão!
Porque hoje sou quem eu sou, graças a cada pessoa que passou pela minha vida.
Amigos que não era amigos!
Colegas que era amigos do peito!
Novos amigos! Velhos amigos!!
Pacientes!!
Amores: bons e ruins!
Mas acima de tudo a minha origem que me deu um legado suficiente para eu ser a mulher maravilho que eu sou hoje. Por isso, desafio a você que está lendo e está passando por uma fase difícil simplesmente ser você neste momento seja sendo rebelde, ingrata ou egoísta.

Se permita sentir, o que é diferente de alimentar a raiva, a ingratidão ou o egoísmo!!

Você está no seu recomeço!!!

O que vem depois, não sei ao certo…só sei que eu paguei para ver!!
Sozinha seria impossível, por isso se junte a mulheres e se fortaleça.
Para uma também ver com seus próprios olhos que a sua dor pode se transformar em uma benção.

Escrito por Aline Vieira da Rocha

Amor e Sexo no mundo – Netflix

Assistir ao documentário da CNN apresentado pela jornalista Christiane Amanpour: Amor e Sexo no mundo me fez refletir sobre o quanto a liberdade sexual de um país está ligada ao quanto de liberdade existe dentro das mais diversas religiões.

Liberdade é quando existe a oportunidade de escolha, logo liberdade sexual é ter liberdade no sexo para poder escolher: quando fazer sexo, como fazer sexo, com quem fazer sexo e se quer fazer sexo.

Cada grande cidade mostrou sua carência nos relacionamentos: Tóquio é carente de sentimentos, um grande grito de liberdade em Tóquio e poder expressar o que sente. Já Délhi mostra uma carência de respeito as mulheres, com uma realidade onde assédio e estupros são comuns e com isso colocando a cidade como a quarta cidade mais perigosa no mundo para as mulheres. Seu grito de liberdade: RESPEITO.

Beirute, uma cidade onde mulheres e homens vivem o presente como se fosse o seu último dia de vida por incerteza do futuro, ainda precisam conquistar direitos legais as mulheres como o divórcio e a guarda compartilhada dos seus filhos. IGUALIDADE
Após duas cidades distantes da sua sexualidade e dos sentimentos, aparece Berlim nos dando uma lição de educação sexual sendo ministrada nas escolas de forma igual para meninos e meninas proporcionando uma naturalidade sexual e corporal. Seu grito de liberdade já é a EDUCAÇÃO.
Mas depois de um suspiro de esperança nos é mostrada a realidade de Acra, onde meninas são estupradas, adultérios pela parte dos homens aceitos e mulheres educadas a servir seus homens no sexo sem ao menos pensar no seu. Essas mulheres gritam por LIBERDADE!!
Por último vemos Xangai, uma cidade que nos últimos 30 anos teve um grande crescimento econômico mas que ainda busca por crescimento e amadurecimento em seus relacionamentos. Liberdade em uma cidade onde se ensina a controlar sua emoções, controlar seus desejos sexuais é poder se conectar com as pessoas e expressar através do seu corpo e de seus atos os seus SENTIMENTOS.
Mas afinal, o que é liberdade sexual? E como a liberdade sexual pode estar ligada a liberdade religiosa?
Liberdade é quando existe a oportunidade de escolha, logo liberdade sexual é ter liberdade no sexo para poder escolher: quando fazer sexo, como fazer sexo, com quem fazer sexo e se quer fazer sexo.
Como ser livre em uma sociedade que não permite que as mulheres menstruem ( vai atrapalhar na produtividade), tenham filhos ( é uma profissional considerada ausente e cara), engordem (baranga), sintam ( histeria)…sejam mulheres! Que nos cala através da VIOLÊNCIA!
Cala os sonhos de uma meninas quando é estuprada!
Cala a voz de uma mulher quando é abusada!
Cala a voz de uma mulher assediada no trabalho!
Eles querem nos matar!!!! Porque?
Poderia gastar um tempo aqui tentando entender o porque de tanta violência, mas nada justifica a violência contra um ser vivo. Nada e nem ninguém! Muito menos usar a religião para violar os direitos de uma mulher.
Não estou aqui levantando a bandeira de nenhuma religião, pois infelizmente a violência está em todas elas: temos denominações cristãs que apoiam violência doméstica colocando em 40% o número de mulheres cristãs que sofrem violência doméstica, mulheres muçulmanas sendo assediadas, estupradas e sem direito algum sobre seus relacionamentos e filhos, meninas sendo sacrificadas em rituais religiosos..tudo em nome de Deus?
Não!!
É o ser humano que está longe do amor de Deus, é o ser humano que está cada vez mais endurecido, é o ser humano que está cada vez mais egoísta, é o ser humano que está miserável. Rico em celulares, computadores, aptos, carros, viagens, boa comida e pobres de espírito e de caráter: é o ser humano que está buscando preencher seus vazios com os desejos da carne. Isso é religiosidade!!
Precisamos renascer como sociedade!!
Precisamos deixar para trás a vaidade, a soberba, a preguiça, a inveja, a luxúria, a ira e a gula, formas de violência para a outro e para nós mesmas, e dar espaço para: AMOR!!
Em amor nós conseguimos respeitar as diferenças de gênero, em amor nós conseguimos respeitar as diferenças de sexualidade, em amor nós conseguimos respeitar as diferenças raciais, em amor nós conseguimos respeitar nossas diferenças sócio-econômicas..em amor nós lutamos uns pelos outros : lutamos pela voz que é calada, pela educação que não é dada, pela saúde que falta, pelo salário baixo, pelos direitos legais ultrapassados, pela comida que falta, pelo teto que não tem, que família que perdeu…lutamos por amor!!
Amor para sermos amados como somos!!

” Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o filho unigênito para que todo aquele que crê não pereça, mas tenha a vida eterna”.

Jo. 3:16

Escrito por Aline Vieira da Rocha

A origem da sexualidade

Para falar da origem da sexualidade em nós, primeiro precisamos lembrar o conceito de SEXO.
Sexo é intimidade! Sexo é confiança!! Sexo é decidir sair do controle pelo menos em alguns instantes! Sexo é prazer!

Para resgatar a identidade é necessário olhar para dor, fechar este ciclo e iniciar uma nova fase: o RENASCIMENTO!

Prazer em estar a dois, mas muito mais prazer em estar consigo mesma para saber o que me da prazer,  que tipo de companheiro ou companheira é o melhor pra mim e neste ponto precisamos deixar para trás o que nós queremos, pois muitas vezes o que queremos não necessariamente nos faz bem, saber que tipo de trabalho eu gosto, saber do que eu gosto, saber o que eu não gosto, saber QUEM EU SOU!!

E para saber quem eu somos, precisamos saber de onde viemos.
A maioria das mulheres que aparecem no meu consultório com queixa sexual sofreram algum trauma: abuso sexual, abuso emocional, bullying, abandono, luto; fazendo das suas dores a sua identidade e não sabendo mais o seu real valor e a sua real identidade.
Para resgatar a identidade é necessário olhar para dor, fechar este ciclo e iniciar uma nova fase: o RENASCIMENTO! Para renascer, olhe para o seu pai e veja se é possível honrar. O mesmo faça com sua mãe. Quando você conseguir respeitar seus pais e a trajetória de vida que eles fizeram, vai entender que eles fizeram o melhor pra você.
Felizmente, eles são imperfeitos e muitas vezes nos deixaram dores a ser curadas. Mas Aline, você não conhece meus pais!! Realmente eu não conheço os pais de vocês e nem a história de vocês, a única coisa que posso fazer e desafiar a cada uma olhar com mais gentileza aos seus pais, nem que seja para honrar pela vida para que com essa vida nas mãos dada pelo pai e pela mãe você possa olhar para sua VIDA, construir a sua IDENTIDADE seja ela profissional, pessoal ou SEXUAL.
Você estará livre!!!!
Livre para descobrir que você é especial, que você é linda, que você é amada, que você é digna do melhor que a vida pode te presentar. Apenas diga SIM a você mesma e
Voe…..

Escrito por Aline Vieira da Rocha

Com amor: MÃE

De: …..
Para: uma mãe
Se você é mãe, esta carta é para você.

Entre lágrimas, vinha o doloroso depoimento: “não sei o que fazer pra alimentar meu bebê”. Nas entrelinhas, é como se aquela mulher dissesse: “Socorro! Eu preciso que alguém olhe pra mim”.

Vamos falar sobre o outro lado da amamentação? Sou enfermeira com 30 anos de prática em pronto-socorro, sendo 17 vividos em pronto-socorro pediátrico, o que me dá algum respaldo pra começar este texto(ão) falando sobre “zumbis” em vez de nutrizes ou puérperas.

Incontáveis foram as vezes que atendi na porta do nosso hospital mulheres tresnoitadas, travestidas de zumbis: cabelos desgrenhados, olhos encovados, olhares perdidos, boca seca, rostos pálidos, barrigas proeminentes, vestidas com o que servia no pós-parto e com bebês nos braços cansados. Bebês que se esgoelavam de fome, roendo as mãozinhas, ou, já sem forças, desnutridos e desidratados, com olhos arregalados de quem pede ajuda.
Entre lágrimas, vinha o doloroso depoimento: “não sei o que fazer pra alimentar meu bebê”.
Nas entrelinhas, é como se aquela mulher dissesse: “Socorro! Eu preciso que alguém olhe pra mim”.
E nessas horas é fácil dar aquele discurso clássico: “O leite materno é um alimento completo. Funciona como uma vacina. É rico em anticorpos, protege a criança de muitas doenças. È limpo, está sempre pronto e quentinho. A amamentação favorece um contato mais íntimo entre a mãe e o bebê. Sugar o peito é um excelente exercício para o desenvolvimento da face da criança, ajuda a ter dentes bonitos, a desenvolver a fala e a ter uma boa respiração. Reduz o peso da mulher mais rapidamente após o parto. Ajuda o útero a recuperar seu tamanho normal. Reduz o risco de desenvolvimento de câncer de mama e de ovário.”… blá blá blá.
Todo esse discurso, com certeza é baseado em evidências científicas e está certíssimo, mas atrás destes dois peitos, de mamilos fissurados e sangrando, de mamas ingurgitadas, existe uma mãe que, desesperadamente, quer alimentar sua cria recém-nascida, quer acalentar seu bebê, quer dar-lhe amor, e ao mesmo tempo, quer a aprovação da sociedade, e quer provar pra ela mesma que ela é capaz.
Porém, a maternidade, não é redondinha pra todas. Na maioria das vezes, ela vem cheia de desafios e dificuldades.
Para que a amamentação ocorra de forma efetiva, é preciso uma série de fatores: hormonais, psíquicos, sociais, ambientais, culturais, etc, etc.
Amamentar é mais que um ato de amor. É um ato de fé. É preciso acreditar que você pode, que você vai conseguir e que você está fazendo o seu melhor, ainda que todos à sua volta, digam o contrário.
Amamentar é sobreviver aos palpites (que são muito diferentes de conselhos – saiba filtrá-los).
Amamentar é aceitar ajuda (pra posicionar a criança, pra lavar a louça, pra tirar a roupa da lavadora e colocar no varal, pra tomar um banho de cinco minutos, pra tirar uma soneca de quinze).
Amamentar é entender que, além de sermos frutos de nossas escolhas, também somos produtos de nossas histórias e das histórias de nossos antepassados.
Amamentar é reconhecer limites e superá-los quando possível, caso contrário, aceitá-los.
Amamentar é criar vínculos com o bebê, mas sem esquecer que o que produz o vínculo, é o que está atrás dos peitos – o coração, e que o olho no olho é a melhor estrada para atingi-lo.
Amamentar é dividir suas angústias e medos com quem está do seu lado: seu companheiro, sua mãe, sua sogra, sua amiga. São raras as pessoas que conseguem ler entrelinhas, e os homens têm ainda mais dificuldade neste quesito, então, fale!
Amamentar é livrar-se da culpa que nasce junto com o bebê. É fazer-se leve, acreditando que esta é sua melhor versão.
Amamentar, finalmente, é descobrir que bebês não vêm com manual de instrução, mas que você é dotada de intuição, e intuição é a voz de seu pensamento lógico, ou o sussurro de seu anjo da guarda, ou o sopro do Universo tentando te iluminar nesse caminho cheio de curvas, que é a maternidade.
E se você for aquela mulher que, por algum motivo, não conseguiu amamentar seu filho, lembre-se: uma mãe não é só peito.
Escrito por: Rozeli Emilia Fidelis
Enfermeira, mestra em segurança do paciente e… MÃE.

Ninho completo

Olá a todos s companheiros e companheiras dessa jornada de Papos Indiscretos, hoje diferente dos dias em que informo a vocês sobre a sexualidade e o caminho saudável que podemos traçar, vou me dedicar a contar uma história ( se você não leu as histórias anteriores, corre e lê a história da Flor de Lótus e A Flor que também era Rocha).

Sim, aquele mulher que chegou a mim como um rosa, foi desabrochando e se mostrando uma mulher mais especial ainda.

  Hoje vou contar a história de uma mãe cujo ninho estava a caminho de ficar completo. Chegou a mim com 12 semanas mais próximas do seu ninho completo. Era tímida, reservada e delicada: que choque!!! Logo eu tão comunicativa e expansiva. Mas não precisou muito para eu me conectar com ela pois ela era muito especial. Especial pela sua identidade de ser,mas especial também por me presentear com o acompanhamento da sua gestação

    .
     Aos poucos uma foi falando um pouco da linguagem da outra, e quando vimos tínhamos criado a nossa dinâmica. Uma dinâmica que me proporcionou enxergar muito mais que uma mulher tímida, reservada e delicada, me permitiu enxergar além e ver a dedicação desta mulher com a sua saúde e a saúde da sua bebê, o amor que ela tinha para suas duas filhas, a perseverança que ela teve em todas as divergências da gestação com uma primogênita e com isso me mostrou que eu estava errada quanto a ela : a sua delicadeza era sua força, sua timidez era sua profundidade e seu jeito reservado, era para proteger o que ela tinha de mais sagrado: ela mesma!!!
          Quanto aprendizado nessas 28 semanas!!!
       Falamos sobre a sua primogênita, sobre a bebê a caminho, sobre ser mãe, sobre nossas mães, sobre ser filha sobre gestações, sobre relacionamentos, sobre passado, sobre futuro, sobre tantas coisas. Sim, nós falamos, nós trocamos, nós dividimos uma hora das nossas vidas duas vezes por semana a olhar juntas para alguém em comum: ao ser que ela gerava e eu empoderava a gerar com cada vez mais consciência, propriedade, força e amor. Sim, aquele mulher que chegou a mim como um rosa, foi desabrochando e se mostrando uma mulher mais especial ainda.
        E quando menos percebemos, as semanas se passaram e ela já estava no segundo trimestre. As inseguranças do primeiro trimestre se foram, e com isso a bebê se tornou mais visível aos olhos da alma de sua mãe. Quanto mais ela crescia, mais amor e dedicação brotavam desta futura mamãe de duas filhas. Mas como falamos de um mundo real, o segundo trimestre também veio com dores, noites mal dormidas, cansaço, expectativas quanto ao parto, quanto a maternidade e tudo que girasse em torno da chegada da sua bebê, afinal já estava ficando mais perto.
        Foram momentos de manter o foco e a dedicação à gestação.  E sessão após sessão, uma semana de cada vez, um dia de cada vez as ansiedades foram amenizando, o descanso aumentando, a cobrança diminuindo e a descoberta de que é possível ser mãe de duas filhas se tornando real.
         E por fim, o terceiro e último trimestre chegou!!!!
        Ah, que surpresa!! Depois de semanas dedicadas a um desejo de parto vaginal, a notícia que sua bebê estava sentada chegou. Que golpe a ela!! Mas como já era de se esperar, ela não se abalou. Se frustrou? Sim Ficou triste? Sim Desistiu?Não
       Tentou todas as técnicas possíveis para que seu desejo de ter um parto vaginal fosse realizado, mas sem sucesso. Foi ai que percebeu que a sua vontade não era a vontade de sua bebê e decidiu escolher ouvir sua filha e fazer o que era melhor para as DUAS. E numa madrugada de uma quinta feira, as 2:24 nasceu de parto cesariana sem tannnta dor ( palavras da parturiente)  sua segunda filha com saúde e uma mamãe de duas filhas LINDAS!!!
            Foi uma honra ter este momento lindo da sua vida dividido e confiado fisicamente a mim.

Escrito por Aline Vieira da Rocha

Fisioterapia Pélvica na sexualidade

E chegou ao fim, a nossa série:Mas afinal, o que é Fisioterapia Pélvica?
Deixei por último a Sexualidade justamente por ser nosso tema chave aqui no Papo Indiscreto. Tema ao qual me cativou desde o primeiro contato,  por envolver  um assunto que pouco falamos, tanto entre nós mulheres quanto entre outras relações interpessoais : conjugal, terapeuta -paciente, ambiente familiar e entre amigos.

O(a) psicólogo (a) vai ser responsável por dar as ferramentas necessárias para esta mulher entrar em contato com as questões envolvidas e ter sucesso emocional na queixa sexual, porém é necessário que junto com a psicoterapia se entre em contato com as memórias físicas de sua dor e uma ferramenta importante para isso é a Fisioterapia Pélvica.

  Ao me deparar com tantas informações sobre saúde sexual, não consegui e não queria me calar. Queria informar a toda e qualquer mulher que existe um caminho para uma sexualidade saudável,  essa é a razão deste espaço,  para que você tenha acesso a informação e possa procurar na sua cidade ou no seu bairro um (a) fisioterapeuta pélvico(a) para te auxilar nesta jornada.
Mas como a Fisioterapia Pélvica pode auxiliar na Sexualidade de uma mulher?

    .
     
Em todas as áreas da saúde de um indivíduo, se por algum motivo o funcionamento daquele órgão ou daquela articulação não está adequado, é necessário procurar tratamento.
Na Sexualidade Humana não é diferente. 
Um ato sexual saudável é um ato que passa por quatro etapas :desejo, excitação ou lubrificação, satisfação sexual e resolução. Quando temos algo diferente disso, precisamos passar por uma avaliação para entender nosso corpo e saber qual o verdadeiro diagnóstico.

Vale lembrar que uma sexualidade saudável é muito mais do que atingir ao orgasmo no ato sexual, uma sexualidade saudável é uma relação saudável comigo e com o meu companheiro ou a minha companheira e qualquer problema nessas duas relações podem comprometer a saúde sexual de indivíduo.

Para um diagnóstico correto é necessário uma avaliação pélvica da(o) fisioterapeuta especializada (o), mas como a maioria das disfunções sexuais  as causas tem fatores emocionais, é necessário também uma avaliação e acompanhamento psicológico.
O(a) psicólogo (a) vai ser responsável por dar as ferramentas necessárias para esta mulher entrar em contato com as questões envolvidas e ter sucesso emocional na queixa sexual, porém é necessário que junto com a psicoterapia se entre em contato com as memórias físicas de sua dor e uma ferramenta importante para isso é a Fisioterapia Pélvica.
As disfunções em torno da sexualidade feminina são subdivididas em:
Disfunções Sexuais do Desejo –  ausência ou diminuição de desejo sexual ou libidoDisfunções Sexuais da Excitação ou Lubrificação –  falta de resposta física ou uma resposta tardia a um estímulo sexualDisfunções Sexuais da Satisfação Sexual – ausência de satisfação sexual e\ ou de orgasmoDisfunções Sexuais Dolorosa – dor durante o ato sexual
É com a Fisioterapia Pélvica que o paciente consegue vivenciar a causa da sua dor durante o sexo;
É através da Fisioterapia Pélvica que o paciente consegue resignificar o ato sexual e criar um memória diferente da aversão que tinha no início do tratamento;
É através do toque que o paciente consegue entender aonde estava todo esse tempo que  não sentia mais desejo: desejo pelo sexo, desejo pelo companheiro ou pela companheira, desejo por si, desejo pela sua vida;
É  através do tratamento fisioterapêutico que se pode olhar para o prazer, se permitindo sair do controle.
É através da Fisioterapia Pélvica que existe a possibilidade de realizar o resgate da sua identidade e simplesmente viver: de forma leve, responsável, autêntica e LIVRE!

Escrito por Aline Vieira da Rocha