A origem da sexualidade

Para falar da origem da sexualidade em nós, primeiro precisamos lembrar o conceito de SEXO.
Sexo é intimidade! Sexo é confiança!! Sexo é decidir sair do controle pelo menos em alguns instantes! Sexo é prazer!

Para resgatar a identidade é necessário olhar para dor, fechar este ciclo e iniciar uma nova fase: o RENASCIMENTO!

Prazer em estar a dois, mas muito mais prazer em estar consigo mesma para saber o que me da prazer,  que tipo de companheiro ou companheira é o melhor pra mim e neste ponto precisamos deixar para trás o que nós queremos, pois muitas vezes o que queremos não necessariamente nos faz bem, saber que tipo de trabalho eu gosto, saber do que eu gosto, saber o que eu não gosto, saber QUEM EU SOU!!

E para saber quem eu somos, precisamos saber de onde viemos.
A maioria das mulheres que aparecem no meu consultório com queixa sexual sofreram algum trauma: abuso sexual, abuso emocional, bullying, abandono, luto; fazendo das suas dores a sua identidade e não sabendo mais o seu real valor e a sua real identidade.
Para resgatar a identidade é necessário olhar para dor, fechar este ciclo e iniciar uma nova fase: o RENASCIMENTO! Para renascer, olhe para o seu pai e veja se é possível honrar. O mesmo faça com sua mãe. Quando você conseguir respeitar seus pais e a trajetória de vida que eles fizeram, vai entender que eles fizeram o melhor pra você.
Felizmente, eles são imperfeitos e muitas vezes nos deixaram dores a ser curadas. Mas Aline, você não conhece meus pais!! Realmente eu não conheço os pais de vocês e nem a história de vocês, a única coisa que posso fazer e desafiar a cada uma olhar com mais gentileza aos seus pais, nem que seja para honrar pela vida para que com essa vida nas mãos dada pelo pai e pela mãe você possa olhar para sua VIDA, construir a sua IDENTIDADE seja ela profissional, pessoal ou SEXUAL.
Você estará livre!!!!
Livre para descobrir que você é especial, que você é linda, que você é amada, que você é digna do melhor que a vida pode te presentar. Apenas diga SIM a você mesma e
Voe…..

Escrito por Aline Vieira da Rocha

Com amor: MÃE

De: …..
Para: uma mãe
Se você é mãe, esta carta é para você.

Entre lágrimas, vinha o doloroso depoimento: “não sei o que fazer pra alimentar meu bebê”. Nas entrelinhas, é como se aquela mulher dissesse: “Socorro! Eu preciso que alguém olhe pra mim”.

Vamos falar sobre o outro lado da amamentação? Sou enfermeira com 30 anos de prática em pronto-socorro, sendo 17 vividos em pronto-socorro pediátrico, o que me dá algum respaldo pra começar este texto(ão) falando sobre “zumbis” em vez de nutrizes ou puérperas.

Incontáveis foram as vezes que atendi na porta do nosso hospital mulheres tresnoitadas, travestidas de zumbis: cabelos desgrenhados, olhos encovados, olhares perdidos, boca seca, rostos pálidos, barrigas proeminentes, vestidas com o que servia no pós-parto e com bebês nos braços cansados. Bebês que se esgoelavam de fome, roendo as mãozinhas, ou, já sem forças, desnutridos e desidratados, com olhos arregalados de quem pede ajuda.
Entre lágrimas, vinha o doloroso depoimento: “não sei o que fazer pra alimentar meu bebê”.
Nas entrelinhas, é como se aquela mulher dissesse: “Socorro! Eu preciso que alguém olhe pra mim”.
E nessas horas é fácil dar aquele discurso clássico: “O leite materno é um alimento completo. Funciona como uma vacina. É rico em anticorpos, protege a criança de muitas doenças. È limpo, está sempre pronto e quentinho. A amamentação favorece um contato mais íntimo entre a mãe e o bebê. Sugar o peito é um excelente exercício para o desenvolvimento da face da criança, ajuda a ter dentes bonitos, a desenvolver a fala e a ter uma boa respiração. Reduz o peso da mulher mais rapidamente após o parto. Ajuda o útero a recuperar seu tamanho normal. Reduz o risco de desenvolvimento de câncer de mama e de ovário.”… blá blá blá.
Todo esse discurso, com certeza é baseado em evidências científicas e está certíssimo, mas atrás destes dois peitos, de mamilos fissurados e sangrando, de mamas ingurgitadas, existe uma mãe que, desesperadamente, quer alimentar sua cria recém-nascida, quer acalentar seu bebê, quer dar-lhe amor, e ao mesmo tempo, quer a aprovação da sociedade, e quer provar pra ela mesma que ela é capaz.
Porém, a maternidade, não é redondinha pra todas. Na maioria das vezes, ela vem cheia de desafios e dificuldades.
Para que a amamentação ocorra de forma efetiva, é preciso uma série de fatores: hormonais, psíquicos, sociais, ambientais, culturais, etc, etc.
Amamentar é mais que um ato de amor. É um ato de fé. É preciso acreditar que você pode, que você vai conseguir e que você está fazendo o seu melhor, ainda que todos à sua volta, digam o contrário.
Amamentar é sobreviver aos palpites (que são muito diferentes de conselhos – saiba filtrá-los).
Amamentar é aceitar ajuda (pra posicionar a criança, pra lavar a louça, pra tirar a roupa da lavadora e colocar no varal, pra tomar um banho de cinco minutos, pra tirar uma soneca de quinze).
Amamentar é entender que, além de sermos frutos de nossas escolhas, também somos produtos de nossas histórias e das histórias de nossos antepassados.
Amamentar é reconhecer limites e superá-los quando possível, caso contrário, aceitá-los.
Amamentar é criar vínculos com o bebê, mas sem esquecer que o que produz o vínculo, é o que está atrás dos peitos – o coração, e que o olho no olho é a melhor estrada para atingi-lo.
Amamentar é dividir suas angústias e medos com quem está do seu lado: seu companheiro, sua mãe, sua sogra, sua amiga. São raras as pessoas que conseguem ler entrelinhas, e os homens têm ainda mais dificuldade neste quesito, então, fale!
Amamentar é livrar-se da culpa que nasce junto com o bebê. É fazer-se leve, acreditando que esta é sua melhor versão.
Amamentar, finalmente, é descobrir que bebês não vêm com manual de instrução, mas que você é dotada de intuição, e intuição é a voz de seu pensamento lógico, ou o sussurro de seu anjo da guarda, ou o sopro do Universo tentando te iluminar nesse caminho cheio de curvas, que é a maternidade.
E se você for aquela mulher que, por algum motivo, não conseguiu amamentar seu filho, lembre-se: uma mãe não é só peito.
Escrito por: Rozeli Emilia Fidelis
Enfermeira, mestra em segurança do paciente e… MÃE.

Ninho completo

Olá a todos s companheiros e companheiras dessa jornada de Papos Indiscretos, hoje diferente dos dias em que informo a vocês sobre a sexualidade e o caminho saudável que podemos traçar, vou me dedicar a contar uma história ( se você não leu as histórias anteriores, corre e lê a história da Flor de Lótus e A Flor que também era Rocha).

Sim, aquele mulher que chegou a mim como um rosa, foi desabrochando e se mostrando uma mulher mais especial ainda.

  Hoje vou contar a história de uma mãe cujo ninho estava a caminho de ficar completo. Chegou a mim com 12 semanas mais próximas do seu ninho completo. Era tímida, reservada e delicada: que choque!!! Logo eu tão comunicativa e expansiva. Mas não precisou muito para eu me conectar com ela pois ela era muito especial. Especial pela sua identidade de ser,mas especial também por me presentear com o acompanhamento da sua gestação

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     Aos poucos uma foi falando um pouco da linguagem da outra, e quando vimos tínhamos criado a nossa dinâmica. Uma dinâmica que me proporcionou enxergar muito mais que uma mulher tímida, reservada e delicada, me permitiu enxergar além e ver a dedicação desta mulher com a sua saúde e a saúde da sua bebê, o amor que ela tinha para suas duas filhas, a perseverança que ela teve em todas as divergências da gestação com uma primogênita e com isso me mostrou que eu estava errada quanto a ela : a sua delicadeza era sua força, sua timidez era sua profundidade e seu jeito reservado, era para proteger o que ela tinha de mais sagrado: ela mesma!!!
          Quanto aprendizado nessas 28 semanas!!!
       Falamos sobre a sua primogênita, sobre a bebê a caminho, sobre ser mãe, sobre nossas mães, sobre ser filha sobre gestações, sobre relacionamentos, sobre passado, sobre futuro, sobre tantas coisas. Sim, nós falamos, nós trocamos, nós dividimos uma hora das nossas vidas duas vezes por semana a olhar juntas para alguém em comum: ao ser que ela gerava e eu empoderava a gerar com cada vez mais consciência, propriedade, força e amor. Sim, aquele mulher que chegou a mim como um rosa, foi desabrochando e se mostrando uma mulher mais especial ainda.
        E quando menos percebemos, as semanas se passaram e ela já estava no segundo trimestre. As inseguranças do primeiro trimestre se foram, e com isso a bebê se tornou mais visível aos olhos da alma de sua mãe. Quanto mais ela crescia, mais amor e dedicação brotavam desta futura mamãe de duas filhas. Mas como falamos de um mundo real, o segundo trimestre também veio com dores, noites mal dormidas, cansaço, expectativas quanto ao parto, quanto a maternidade e tudo que girasse em torno da chegada da sua bebê, afinal já estava ficando mais perto.
        Foram momentos de manter o foco e a dedicação à gestação.  E sessão após sessão, uma semana de cada vez, um dia de cada vez as ansiedades foram amenizando, o descanso aumentando, a cobrança diminuindo e a descoberta de que é possível ser mãe de duas filhas se tornando real.
         E por fim, o terceiro e último trimestre chegou!!!!
        Ah, que surpresa!! Depois de semanas dedicadas a um desejo de parto vaginal, a notícia que sua bebê estava sentada chegou. Que golpe a ela!! Mas como já era de se esperar, ela não se abalou. Se frustrou? Sim Ficou triste? Sim Desistiu?Não
       Tentou todas as técnicas possíveis para que seu desejo de ter um parto vaginal fosse realizado, mas sem sucesso. Foi ai que percebeu que a sua vontade não era a vontade de sua bebê e decidiu escolher ouvir sua filha e fazer o que era melhor para as DUAS. E numa madrugada de uma quinta feira, as 2:24 nasceu de parto cesariana sem tannnta dor ( palavras da parturiente)  sua segunda filha com saúde e uma mamãe de duas filhas LINDAS!!!
            Foi uma honra ter este momento lindo da sua vida dividido e confiado fisicamente a mim.

Escrito por Aline Vieira da Rocha

Fisioterapia Pélvica na sexualidade

E chegou ao fim, a nossa série:Mas afinal, o que é Fisioterapia Pélvica?
Deixei por último a Sexualidade justamente por ser nosso tema chave aqui no Papo Indiscreto. Tema ao qual me cativou desde o primeiro contato,  por envolver  um assunto que pouco falamos, tanto entre nós mulheres quanto entre outras relações interpessoais : conjugal, terapeuta -paciente, ambiente familiar e entre amigos.

O(a) psicólogo (a) vai ser responsável por dar as ferramentas necessárias para esta mulher entrar em contato com as questões envolvidas e ter sucesso emocional na queixa sexual, porém é necessário que junto com a psicoterapia se entre em contato com as memórias físicas de sua dor e uma ferramenta importante para isso é a Fisioterapia Pélvica.

  Ao me deparar com tantas informações sobre saúde sexual, não consegui e não queria me calar. Queria informar a toda e qualquer mulher que existe um caminho para uma sexualidade saudável,  essa é a razão deste espaço,  para que você tenha acesso a informação e possa procurar na sua cidade ou no seu bairro um (a) fisioterapeuta pélvico(a) para te auxilar nesta jornada.
Mas como a Fisioterapia Pélvica pode auxiliar na Sexualidade de uma mulher?

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Em todas as áreas da saúde de um indivíduo, se por algum motivo o funcionamento daquele órgão ou daquela articulação não está adequado, é necessário procurar tratamento.
Na Sexualidade Humana não é diferente. 
Um ato sexual saudável é um ato que passa por quatro etapas :desejo, excitação ou lubrificação, satisfação sexual e resolução. Quando temos algo diferente disso, precisamos passar por uma avaliação para entender nosso corpo e saber qual o verdadeiro diagnóstico.

Vale lembrar que uma sexualidade saudável é muito mais do que atingir ao orgasmo no ato sexual, uma sexualidade saudável é uma relação saudável comigo e com o meu companheiro ou a minha companheira e qualquer problema nessas duas relações podem comprometer a saúde sexual de indivíduo.

Para um diagnóstico correto é necessário uma avaliação pélvica da(o) fisioterapeuta especializada (o), mas como a maioria das disfunções sexuais  as causas tem fatores emocionais, é necessário também uma avaliação e acompanhamento psicológico.
O(a) psicólogo (a) vai ser responsável por dar as ferramentas necessárias para esta mulher entrar em contato com as questões envolvidas e ter sucesso emocional na queixa sexual, porém é necessário que junto com a psicoterapia se entre em contato com as memórias físicas de sua dor e uma ferramenta importante para isso é a Fisioterapia Pélvica.
As disfunções em torno da sexualidade feminina são subdivididas em:
Disfunções Sexuais do Desejo –  ausência ou diminuição de desejo sexual ou libidoDisfunções Sexuais da Excitação ou Lubrificação –  falta de resposta física ou uma resposta tardia a um estímulo sexualDisfunções Sexuais da Satisfação Sexual – ausência de satisfação sexual e\ ou de orgasmoDisfunções Sexuais Dolorosa – dor durante o ato sexual
É com a Fisioterapia Pélvica que o paciente consegue vivenciar a causa da sua dor durante o sexo;
É através da Fisioterapia Pélvica que o paciente consegue resignificar o ato sexual e criar um memória diferente da aversão que tinha no início do tratamento;
É através do toque que o paciente consegue entender aonde estava todo esse tempo que  não sentia mais desejo: desejo pelo sexo, desejo pelo companheiro ou pela companheira, desejo por si, desejo pela sua vida;
É  através do tratamento fisioterapêutico que se pode olhar para o prazer, se permitindo sair do controle.
É através da Fisioterapia Pélvica que existe a possibilidade de realizar o resgate da sua identidade e simplesmente viver: de forma leve, responsável, autêntica e LIVRE!

Escrito por Aline Vieira da Rocha

Fisioterapia Pélvica na Coloproctologia

Olá a todas, primeiramente muito obrigada ao retorno de cada uma de vocês. É muito gratificante receber o carinho de vocês e perceber que a informação está sendo recebida e acolhida.
Isso faz com que cada vez mais eu tenha a certeza que estou no caminho certo: certo para informar, certo para auxiliar, certo para promover saúde, certo para acompanhar o resgate de suas identidades através da Fisioterapia Pélvica.
E por isso, nada mais justo que continuar firme na informação com o nosso terceiro post da série: Afinal, o que é Fisioterapia Pélvica? Onde terá como tema a Fisioterapia Pélvica na Coloproctologia.

Mas quando falamos em tratamento fisioterapêutico nas disfunções coloproctológicas, a principal ferramenta fisioterapêutica está em trabalhar com os músculos do assoalho pélvico. Primeiramente avaliando, para após isso proporcionar relaxamento e flexibilidade aos músculos tensionados ou força e resistência aos músculos que estão fracos levando a um  bom  funcionamento na evacuação.

  Na Urologia, vimos que as patologias giram em torno da fisiologia da micção: incontinência urinária (perda de urina), retenção urinária ( dificuldade em esvaziar a bexiga, como no caso das pessoas vão poucas vezes ao banheiro), bexiga hiperativa ( pessoa que vai muitas vezes ao banheiro), entre outras patologias. No caso da Coloproctologia, as patologias estão ligadas ao mal funcionamento da evacuação como no caso da Constipação e Incontinência Anal (dificuldade em eliminar ou reter o conteúdo retal respectivamente).

   
A Fisioterapia Pélvica só consegue ter sucesso no tratamento das patologias quando a causa exata do problema é detectada. Na Coloproctologia, é preciso descobrir se a falha está na percepção das fezes, no armazenamento delas ou na sua evacuação.
Quando a causa é na percepção das fezes, muito comum em pessoas que sofreram lesão medular por exemplo, é necessário estimular a região e propor uma rotina para que o paciente consiga retomar a sensação da hora de evacuar.
Já para os problemas no armazenamento ( ou incontinência, que são as perdas de gases ou fezes) o tratamento varia muito de acordo com cada caso, podendo ser cirúrgico ou fisioterapêutico.
Problemas na evacuação (constipação) são causados mais comumente por má alimentação aliadas a dificuldade de relaxamento dos músculos do assoalho pélvico.
Mas quando falamos em tratamento fisioterapêutico nas disfunções coloproctológicas, a principal ferramenta fisioterapêutica está em trabalhar com os músculos do assoalho pélvico. Primeiramente avaliando, para após isso proporcionar relaxamento e flexibilidade aos músculos tensionados ou força e resistência aos músculos que estão fracos levando a um  bom  funcionamento na evacuação.
Em consequência disso, proporcionamos ao indivíduo qualidade de vida pois estas patologias tem um impacto grande na vida pessoal, profissional e social de um ser humano.
Passeios são evitados ou restritos pois sempre precisa ter um banheiro por perto, viagens  longas sendo mal aproveitadas pela dificuldade de evacuação fora de casa, grandes e/ou pequenos esforços como segurar um bebê ou se manter independente são evitados pela possibilidade da perda dos gases ou fezes e assim uma patologia que em um primeiro momento se restringia apenas ao físico começa a tomar proporções em todas as áreas da vida da pessoa.
Para um tratamento eficaz é necessário não só tratar as questões físicas como questões comportamentais, pois como conseguimos perceber todas as áreas das nossas vidas se interligam.
Sabe aquela dificuldade de usar banheiro público?
Sabe aquela evacuação que foi adiada?
Sabe aquela má alimentação?
Sabe aquela falta de atividade física ou aquele nível de stress elevado?
Sabe aquele medo que domina as suas atitudes? Ou aquele ódio, rancor, mágoa que ainda não foi liberado?
Tudo isso pode comprometer a sua saúde de forma global, mas se materializar através de disfunções coloproctológicas.
Se conscientizar do que é melhor pra nós mesmas muitas vezes requer que crenças limitantes sejam rompidas, maus hábitos sejam revistos, dores sejam validadas e cuidados apareçam para uma grande faxina. Aquela que pode dar fim á um ciclo destrutivo e  início á um ciclo saudável fisicamente e emocionalmente.
É possível dizer sim a você?…se sim, procure a Fisioterapeuta Pélvica mais próxima!!!
Cuidar da sua saúde e um ato de amor próprio!

Escrito por Aline Vieira da Rocha

Fisioterapia Pélvica na Gestação

Olá pessoal, para quem está nos acompanhando sabe que estamos em uma série de quatro posts sobre as áreas de atuação da Fisioterapia Pélvica, uma forma em que encontrei para informar mais sobre a importância do meu trabalho.
No post anterior falamos sobre Fisioterapia Pélvica na Urologia, mas hoje irei falar sobre a Obstetrícia e qual o meu papel neste momento como profissional da saúde que deve e precisa participar da equipe multidisciplinar para juntos dar o suporte adequado a cada mulher que em um ato de coragem, sendo ele programado ou não, decidiu gerar um filho.

Lembrem-se, que está atrás daquela barriga pode ter alguém que não  desejou a gestação, pode ter alguém que não está feliz em gestar independente do motivo, pode ter alguém solitário, assim como ter alguém feliz e com toda a estrutura em que uma gestante precisa ter.Então, se você já gestou lembre-se que ela não é você e a gestação dela não é a sua, e se você não gestou lembre-se que a vida é dela e não a sua.

  A Fisioterapia Pélvica atua no Pré- natal, durante o parto e no pós parto ou puerpério. No pré-natal é o momento onde o corpo da mulher é preparado, tanto para passar uma gestação tranquila quanto para ter condições físicas de ter um parto tranquilo também.

   
Muitas são as queixas durante a gestação: dores na lombar, inchaço nas pernas, perdas urinárias, sensibilidade nas mamas, constipação, dores pélvicas, falta de ar,insônia, fora as questões emocionais: medo, insegurança, ansiedade, alegria, tristeza, raiva, exaustão, cansaço..muito cansaço.Poderia falar horas sobre como cada uma de nós muitas vezes contribui para que cada mulher que está tendo o seu corpo mudado DIARIAMENTE, e não é só jeito de falar é fisiologicamente falando, precisa muitas vezes aturar pressão das pessoas que não sabem o mínimo que está acontecendo com elas e que muitas vezes nem sequer perguntou como ela está,  só se ateve apenas a perguntar do bebê.
Lembrem-se, que está atrás daquela barriga pode ter alguém que não  desejou a gestação, pode ter alguém que não está feliz em gestar independente do motivo, pode ter alguém solitário, assim como ter alguém feliz e com toda a estrutura em que uma gestante precisa ter.Então, se você já gestou lembre-se que ela não é você e a gestação dela não é a sua, e se você não gestou lembre-se que a vida é dela e não a sua.
E para você que é gestante, se respeite e defina os seus limites.Só você tem a sua história, só você está sentindo, só você está vivendo esta gestação:CUIDE DE VOCÊS!!!
Desabafos a parte, a Fisioterapia Pélvica tem como principal objetivo proporcionar qualidade de gestação para uma mulher, proporcionando por consequência um desenvolvimento mais saudável para este bebê.Mas é ela também que é responsável por preparar o corpo da futura mamãe para que ela tenha condições físicas de ter um parto muito tranquilo.
Se no trabalho de parto houve condições físicas maternas e fetais de um parto vaginal, meu papel como fisioterapeuta é aliviar a dor do trabalho de parto, facilitar o encaixe do bebê e lembrar da consciência corporal e pélvica que foi adquirido durante toda a gestação para o momento expulsivo do parto.
Caso tenha tido um parto cesárea, meu papel como fisioterapeuta se adapta, meu olhar agora é para esta mulher que acabou de ter um bebê e pode estar com queixas físicas ,e é justamente nelas em que vou atuar podendo ser queixas de constipação, dor ao evacuar, dor ao urinar, dor nas costas, dores pélvicas e através de várias técnicas proporcionar um puerpério imediato mais tranquilo ( o mesmo acontece no puerpério imediato de partos vaginais).
E após isso, eu fico a disposição no puerpério para caso essas queixas tenham se estendido ou outras queixas tenham aparecido para continuar proporcionando qualidade de vida até o momento em que elas fisicamente passam da fase de adaptação e conseguem usufruir de tudo o que este novo tem para lhes proporcionar.
Mas lembre-se que toda situação nova assusta e como o próprio nome diz é nova,então ninguém sabe lidar ainda. Por isso, não esqueça:
Dê apenas um passo de cada vez!E seja gentil com você.
Até o próximo encontro!

Escrito por Aline Vieira da Rocha

Mas afinal,o que é Fisioterapia Pélvica?

Olá a todos que continuam na nossa jornada em busca de uma sexualidade saudável!!!!
Para quem não ficou sabendo,semana passada teve live no insta do blog( me acompanha lá também,é só seguir @papoindiscreto), sobre Fisioterapia Pélvica.Por isso, resolvi falar por aqui um pouquinho sobre o mesmo assunto.
O que é Fisioterapia Pélvica?
Muitos de vocês já devem ter ouvido falar em Fisioterapia Urológica ou Uro-ginecológica, ou pelo menos ouvido falar que a tem que fazer Fisioterapia para Incontinência Urinária.

É  através da Fisioterapia Pélvica que conseguimos detectar se seus músculos estão hiperativos e por isso você tem perda de urina, ou detectar que falta a co-contração, reflexo importante para proteção do assoalho pélvico e quando ausente pode ser motivo da sua perda de urina.

Então, Fisioterapia Pélvica é um pouco mais do que isso, tratamos desordens não só urológicas mas também proctológicas, sexuais e gestacionais porém diferente da Fisioterapia Uro-ginecológica onde o tratamento é direcionado as mulheres, atendemos homens ( urologia, proctologia e sexual), mulheres ( urologia, proctologia, sexual e gestação) e crianças ( urologia e proctologia).
Para ficar mais claro para vocês como que uma ou um Fisioterapeuta Pélvico pode auxiliar vocês, vou explicar cada área da nossa atuação.

Na parte da Urologia tratamos as desordens músculo- esqueléticas envolvidas com a micção. Então se você perde urina aos esforços sejam eles pequenos ou grandes,se você vais poucas vezes ao banheiro ou se vai muitas vezes ao banheiro:você precisa passar por uma avaliação da(o) Urologista e do(a) Fisioterapeuta Pélvico(a).
Mas como que uma Fisioterapeuta Pélvica pode auxiliar nestas disfunções?
Todo fisioterapeuta trata músculos que de alguma forma estejam trabalhando de forma disfuncional, no assoalho pélvico, que é um conjunto de músculos e ligamentos, localizado entre o púbis e o cóccix responsáveis por sustentar as vísceras( bexiga, útero e reto) não é diferente.
É  através da Fisioterapia Pélvica que conseguimos detectar se seus músculos estão hiperativos e por isso você tem perda de urina, ou detectar que falta a co-contração, reflexo importante para proteção do assoalho pélvico e quando ausente pode ser motivo da sua perda de urina.
E na Fisioterapia Pélvica também que conseguimos fazer um diário miccional, avaliação que detecta se você ingere pouco líquido, muito líquido, líquidos não saudáveis, líquidos saudáveis e a que hora você toma, e com isso entender porque você vai poucas vezes ao banheiro.
E por último, conseguimos enxergar quando a sua ansiedade, o seu medo ou a crise que você está passando pode estar contribuindo para o seu diagnóstico de bexiga hiperativa, por exemplo.
No caso das crianças conseguimos auxiliar nos desfralde, momento as vezes muito difícil para os pais e que as vezes falta informação, perda de urina pela noite ou constipação.Nestes casos usa-se muita terapia comportamental, pois grande partes das causas dessas queixas são de fundo emocional, e tratamento físico não invasivo.
Como podem perceber são muitas as formas em um(a) Fisioterapeuta Pélvico(a) pode auxiliar.
Hoje me restringirei a parte de Urologia, mas ao longos dos posts irei explicando as outras áreas de atuação da Fisioterapia Pélvica.
Se ficou alguma dúvida ou tem alguma curiosidade sobre o assunto, entre em contato comigo por e-mail ( entra na aba do contato) ou pelo insta @papoindiscreto que terei o maio prazer em te ajudar.
Até o próximo encontro!

Escrito por Aline Vieira da Rocha

Flor de Lótus

Era uma vez uma doce,meiga e linda Flor de Lótus.
Quanta beleza!!! Quanta doçura!! Quanta delicadeza!!Quanto amor ao próximo!!!
Valor digno de uma flor.
Mas….esta linda,doce e meiga Flor de Lótus ainda não sabia o seu real valor.
Quando nos encontramos,vivia como um cactus, armadura que precisou vestir durante boa parte de sua vida.

E com toda essa bagagem emocional descobriu que era possível viver diferente de tudo o que já tinham lhe ensinado e de tudo que já tinha vivido.

Sempre pronta para uma batalha,uma guerra ou para resolver o mais simples dos problemas.Sempre salvando a todos:seu maior e melhor papel.
Como ela salvou por amor!!! Como ela sofreu por amor!!
Um amor confuso,abusivo mas era o que ela sabia de amor.

Depois de mais de 15 anos com a armadura, percebeu que a mesma que por muito tempo ajudou a proteger ela de muitos e dela mesma,agora impedia que sua alma fosse nutrida.Estava anestesiada:não sentia e nem vivia, apenas sobrevivia.
Chegou no seu limite!!!
Decidiu olhar e validar por cada situação que viveu.
Validou  uma distorção de prazer que existia!Descobriu o prazer na vida
Validou abusos!!!Descobriu a liberdade e a sanidade
Validou o amor confuso que recebeu!!!Honrou o que recebeu e descobriu o amor saudável
E com toda essa bagagem emocional descobriu que era possível viver diferente de tudo o que já tinham lhe ensinado e de tudo que já tinha vivido.
Já não precisava mais da armadura!!!
Hoje descobriu que é capaz de amar de forma sincera,gentil, livre e recíproca,reflexo do amor que ela sente por ela mesma.
Hoje não precisa mais se abusar,pode e sabe dizer SIM ou NÃO e assim se proteger sem precisar mais  da armadura.
Agora a proteção dela está dentro dela,na alma dela..sempre esteve na realidade mas como tudo tem seu tempo,chegou a sua hora Flor de Lótus.
A hora de dizer SIM  para esta vida bem normal,saudável e possível que tanto sua alma buscou certa de que aonde quer que você esteja ou com  quem  você esteja nunca estará desprotegida ou sozinha.Você tem a pessoa mais importante da sua vida para lhe ajudar:VOCÊ MESMA.
É você que vai adubar o terreno da sua alma,que vai hidratar seu coração e nutrir seu corpo e mente para florir cada dia mais.
Ah,Flor de Lótus que honra poder acompanhar sua história,ajudar nesta jornada e aprender com cada passo dado.
O que te desejo?
Que você continue sendo você mesma!!!

Escrito por Aline Vieira da Rocha

O desejo que tenho por mim

Olá a todos que estão me acompanhando e estão nesta jornada por uma sexualidade mais saudável.
Falei um pouco no insta (@papoindiscreto,me acompanha lá também) sobre a base uma boa relação sexual a dois e a partir de hoje vamos explorar alguns aspectos mais profundos que interferem diretamente na sexualidade.

Com prazer em sermos nós mesmas vamos saber o que desejamos para as nossas vidas.Pode ser que no começo só conseguimos identificar o que não gostamos,mas saibam que é um grande passo em busca de nós mesmas.

O primeiro aspecto a ser explorado é a relação que temos com nós mesmas e com a vida.
É muito comum encontrar entre nós mulheres casos de disfunções sexuais:dificuldade em desejar o ato sexual,dificuldade de relaxar no ato sexual,diminuição de lubrificação,dificuldade ou ausência de orgasmo.
Mas como tudo isso pode ter a ver com a nossa vida???Como isso está relacionado a forma como eu me vejo???

Depois de muito  atender e ouvir as mulheres percebi que muitas das mulheres que não gostavam de sexo ou não se interessavam por sexo eram as mesmas mulheres que tinham dificuldade em  ter prazer na vida e consigo( hoje não vou me aprofundar nos casos de abuso,pois falaremos um dia só sobre abuso x sexo).
Prazer em passar o dia em uma livraria lendo um bom livro e degustando um  delicioso chá,prazer em dançar a noite toda,prazer em caminhar,prazer em dar boas risadas,prazer em ir ao cinema,prazer em dirigir,prazer em ficar sozinha,prazer em fazer uma arte marcial,prazer em correr,prazer em não fazer nada,prazer em aprender algo novo para continuar na roda viva do prazer pela vida.
Não precisamos deixar nossas famílias e trabalhos de lado,apenas não podemos esquecer da pessoa mais importante das nossas vidas:nós mesmas!!!
Com prazer em sermos nós mesmas vamos saber o que desejamos para as nossas vidas.Pode ser que no começo só conseguimos identificar o que não gostamos,mas saibam que é um grande passo em busca de nós mesmas.
Dê o primeiro passo e pare de viver no automático,pare de completar uma check list,pare de viver dias ausentes de você mesma..PARE!!!
Pare e ouça seu corpo,ele dói??Você tem fome??Sede???Cansaço???Dor de cabeça??
Quantas de nós ultrapassa os limites do nosso próprio corpo.Respeite o seu corpo!!!
A sua alma dói?Guarda mágoas??Luto?Tristeza? Não tem mais prazer na vida???
Ouça a voz da sua alma e veja o que ela pede.Seja gentil com você mesma e respeite o ritmo dela.
Chore as lágrimas trancadas,grite a raiva contida,fale o que você sente,ouça o que você sente.Não negligencie seus sentimentos.
Dando um pequeno e singelo passo de cada vez você terá a oportunidade de voltar a se relacionar e ter prazer consigo mesma.
Não consegue sozinha?Peça ajuda!!!!
Só não permita que continues morrendo durante a sua vida.
Tem muitos outros fatores envolvidos no sexo,mas para hoje vamos ficar com o desejo:a primeira fase do sexo.
O que você deseja? O que você gosta? O que você não gosta? O que precisa renascer dentro de você? O que precisa ser enterrado?
Em amor a você,faça!!!

Escrito por Aline Vieira da Rocha

As quatro etapas do ato sexual: o que você sabe sobre elas?

Olá! Mais um dia de texto técnico! Como dito no nosso texto anterior, hoje vamos falar um pouco sobre o ato sexual em si. Há muito tempo o ato sexual tem sido objeto de estudo. Diversas áreas da ciência e a própria evolução da sociedade contribuíram para a  construção e compreensão do pensamento a respeito de alguns pontos envolvidos nessa experiência.

Pode-se ter uma excelente qualidade de sexo (satisfação sexual) mesmo sem orgasmo – de ambos os lados -, como também se pode chegar a um orgasmo sem um sexo que seja revigorante.

Restou comprovado que homens e mulheres possuem respostas distintas no ato sexual. No texto de hoje, vamos nos aprofundar somente na sexualidade FEMININA. Atualmente, concebe-se que a sexualidade feminina passa por quatro etapas, em um modelo denominado circular. Essas etapas consistem em: 1. Desejo; 2. Excitação (lubrificação); 3. Satisfação; e 4. Resolução.

A primeira fase está ligada à intimidade emocional do casal, bem estar individual, tanto da mulher quanto do parceiro. O desejo é revestido de questões profundas, que serão revisitadas em um texto próprio.
Em seguida, vem a fase da lubrificação ou excitação, que é a resposta física do corpo ao desejo sexual. Quando o desejo chega ao cérebro, este envia comandos sensoriais ao corpo, através de um conjunto de sensações: lubrificação, taquicardia, aumento de temperatura, entre outros, preparando o corpo para a próxima fase.
A terceira fase é a satisfação sexual, que é quando o prazer é atingido, como o próprio nome leva a crer. Vale esclarecer que satisfação sexual não se exaure no orgasmo. Criou-se um tabu, onde a satisfação somente é encarada como orgasmo. O orgasmo é sim uma forma de satisfação sexual, mas não é a única. Pode-se ter uma excelente qualidade de sexo (satisfação sexual) mesmo sem orgasmo – de ambos os lados -, como também se pode chegar a um orgasmo sem um sexo que seja revigorante.
Ah, não estamos falando aqui a inexistência de orgasmo é normal. O que estamos dizendo é que nem sempre o sexo precisa ser acompanhado do orgasmo. A satisfação sexual, pode surgir, simplesmente, da satisfação de uma boa relação com o parceiro. Uma relação saudável ocorre quando há prazer, independentemente da existência de orgasmo. A satisfação é, portanto, ter prazer ao final do ato sexual. Sentir-se bem. É, pois, a conclusão física após todo o envolvimento gerado pelo sexo.
Resolução, por fim, é fase de descanso, onde o corpo começa a voltar ao normal, após todo o estímulo e dá início ao movimento de repouso. Geralmente (não é uma regra), enquanto às mulheres preferem um acolhimento maior, através de uma conversa ou uma demonstração pura de afeto, os homens se distanciam. Por isso, a necessidade de um diálogo constante, onde cada um tenha ciência das preferências e necessidades de um e de outro.
Ademais, o conhecimento desse ciclo é extremamente importante, pois propicia justamente esse entendimento do outro, um acolhimento e possibilidade de poder expor nossos sentimentos aos nossos parceiros e auxilia na prática da empatia – colocar-se no lugar do outro. O conhecimento dessas fases tende a aumentar a conexão entre corpo e mente, solidificando e trazendo um prazer verdadeiro e duradouro à relação.
Quanto mais ficamos atentos à nossa relação, mais qualidade e quantidade se terá. O corpo cria uma memória afetiva positiva do ato e tenderá a querer novamente, completando o ciclo do ato sexual.
Ficou com alguma dúvida? Nos esforçamos muito para trazer a informação técnica ao alcance e entendimento de todos os nossos leitores. No entanto, caso você tenha alguma dúvida ou algo a compartilhar sobre isso, por favor nos escreva!

Escrito por Aline Vieira da Rocha